Eleita nova comissão dos detetives do Brasil

Nos últimos meses, a palavra representatividade tem marcado presença em debates que se espalham em praticamente todas as mídias. É verdade que há anos, ativistas representantes de grupos que são considerados minorias têm colocado o tema em pauta. Porém, parece que só agora a classe dos detetives começou a pensar e discutir o assunto com seriedade.

A discussão ganhou força após a aprovação da Lei 13.432/17 quando um grupo que se auto proclamou representante da classe atuou no Congresso Nacional para a aprovação da referida lei. Ocorre que no decorrer do processo os maiores interessados no assunto foram deixados de lado propositadamente, além do que, ficou claro a falta de conhecimento e preparo do grupo que se intitulou responsável pela aprovação da recente Lei. O resultado não poderia ser outro: 70% dos artigos foram vetados, e o que foi aprovado coloca em cheque o trabalho do detetive e que segundo alguns especialistas do direito penal, com a aprovação da nova Lei o detetive passou a ser reconhecido como um mero pesquisador de informações de domínio público e despachante de luxo para quem pode pagar.

REPRESENTATIVIDADE LEGÍTIMA

Indignados com a situação interposta aos profissionais, detetives de vários estados do País se reuniram em assembleia nacional da categoria e decidiram mudar os rumos da classe e escolher os seus legítimos representantes.

No dia 10 de maio de 2018 no auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados em Brasília, após vários debates sobre assuntos de interesse da categoria, decidiu-se que uma nova e LEGÍTIMA comissão deveria ser criada para representar a classe em todo território nacional.

Foram eleitos por unanimidade dos presentes os detetives Luiz Gomes do Estado do Rio de Janeiro e Venâncio Melo do Estado de Santa Catarina, respectivamente presidente e vice presidente, além do detetive Marcelo Carneiro do Rio de Janeiro para consultor técnico da nova comissão.

Em seus discursos para a classe os detetives Luiz Gomes e Venâncio Melo assumiram o compromisso de continuar lutando incansavelmente para o reconhecimento do trabalho do detetive e que novos projetos de Lei serão apresentados em breve para elevar o nível de atuação dos profissionais nas esferas judicial e criminal, além de alterações a serem feitas na Lei 13.432/17 para reparar os danos causados aos profissionais, em especial o Art. 5º.

Os detetives Luiz Gomes e Venancio Melo assumiram ainda o compromisso de resguardar a democracia em todos os debates e sempre que houver a necessidade de tomada de qualquer decisão importante que afete o trabalho do profissional, o assunto será debatido entre os profissionais com a convocação de novas assembleias.

 

A “representatividade” é uma questão de legitimidade, ou seja, detém representatividade quem legítima e eficazmente representa um grupo.

 

A ATA da Primeira Assembleia Nacional está disponível no blog para consulta.

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